quarta-feira, 4 de julho de 2012

Vida nada redondinha

A Ana Farias, do Trendy Twins, escreveu dia desses sobre o sentimento - do qual compartilho - acerca de blogueiras por profissão, de vida cor-de-rosa e perfeitinha. Quem tiver curiosidade, o post é esse aqui.

O fato é que o mundo não é de maioria loira, nórdica, bem-nascida, que acorda tarde e vai de Toyota à academia para encontrar o personal. Noutro viés, que não o abordado pela Ana, a verdade é que a maioria de nós acorda cedo, dorme muito menos do que deveria, enfrenta caos e congestionamento, loooooooooooongas horas de trabalho, e se contenta com felicidade de segunda a sexta, a partir das 18h, e aos finais de semana, com direito a depressão quando o Fantástico está no fim.

Diariamente, a caminho do trabalho da irmã (ah, claro, havia esquecido que sou motorista particular não remunerada, muito menos valorizada), passo em frente a uma academia e morro de inveja de todos aqueles que podem malhar às 8h... Não que eu, se tivesse essa oportunidade, necessariamente malharia às oito da manhã. Provavelmente, eu dormiria até 10h, rsrs.

E falando de blogs outra vez, o meu é módico, sem patrocínios, ali a minha vida está medianamente exposta... e longe de ser cor-de-rosa. Não recebo nem e-mail de assessorias, que dirá produtos para testes... o que eu uso é comprado por mim mesma, e geralmente compartilho opiniões pessoalmente... dificilmente utilizo o blog para repassar impressões nesse sentido.

Bom, a verdade é que não vivo do blog; preciso trabalhar (e muito!) para ter o que necessito e me dar alguns luxos esporadicamente... provavelmente, quando me casar, não será com recepção no hotel mais badalado da cidade, tampouco terei assessorias me disputando a tapa. Ah, claro, tampouco meu enxoval será comprado diretamente na gringa...

A despeito de querer tudo do bom e do melhor, sei exatamente qual o tamanho do passo que minhas pernas conseguem dar. Não nasci rica, a possibilidade de reunir amor&dinheiro numa mesma relação é remota, e quase nunca jogo na Mega-Sena. Realmente, creio que terei de dormir pouco, trabalhar muito e ser feliz de vez em quando, até morrer.