quinta-feira, 26 de julho de 2012

Muay thai novamente!

Ontem, finalmente, após 5 meses afastada retornei ao muay thai. O tatame tem uma aura mística, inexplicável. Essa nova academia acabou de troca de professor, então ambos estreamos ontem, rs.

Como de praxe, a parte aeróbica pré-treino me deixou com raiva. Ok, eu sei que faz parte e é necessário para aquecer e alongar, mas e daí? Odeio, faço porque sou obrigada.

Superada a questão, dei graças a Deus quando as duplas foram se formando e eu consegui convencer o Davi a me deixar espancar o saco de areia (mas fui advertida de que não ocorrerá novamente...). Não, eu não faço questão de treinar em duplas, porque pressupõe ter que ser sparring e eu detesto. Prefiro bater e chutar o saco a aula inteira do que ficar trocando de equipamento o tempo todo.

Sobre equipamentos, ainda cabe uma observação: Deus sabe como e quando são higienizados, então a ideia de colocar as mãos (geralmente feridas por causa dos golpes) em aparadores suados me causa náuseas. 

Como aluna, sou meio indisciplinada, confesso. Porque ele me pediu que tirasse os óculos, e eu desobedeci (a falta deles é bem mais perigosa, haja vista os 5 graus de miopia); depois instruiu algumas séries e quando dei por mim, estava alternando jeb e direto num espancamento cruel do saco de areia, kkkk.

Só que, obviamente, o afastamento dos treinos cobrou seu preço... fiquei nauseada e tive que parar, provavelmente pelo excesso de esforço, nada demais porque bastou ficar um tempo sentada no tatame para ficar melhor. Outro preço são os hematomas: os "nós" dos dedos esfolados, canelas doloridas e coloridas em tons de roxo, azul e uma mistura de cinza e verde.

Mas, a despeito dos traumas, fiquei super feliz por ter voltado a fazer algo que realmente me faz bem. Claro que, como a maioria das mulheres, eu quero o trabalho cardiovascular que ajuda (e muito!) a emagrecer... porém, a técnica é que me encanta... sentada, fiquei observando as instruções do professor e a aplicação dos alunos... não é simplesmente sair desferindo golpes... tem uma espécie de dança, a sincronia do movimento do corpo para que o golpe saia perfeito. 

Pode parecer violência gratuita para quem não conhece... mas é tão auto-defesa, se analisada de perto e livre de conceitos pré-determinados! Sem falar que, enquanto você se concentra para realizar os golpes, esvazia a mente de tal maneira que sai do treino livre, leve e solta.

Para quem tem um namorado faixa preta 1º grau de pakua, kkkkk,é fichinha.