segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Quem sabe o que é felicidade?

Devo estar obcecada, mas o fato é que os pensamentos sobre as escolhas que fazemos na vida, têm me acompanhado há algum tempo. Estou ciente de que as escolhas que fiz, ao longo da vida, conduziram-me à encruzilhada onde me encontro parada, perdida. Quando digo "encruzilhada", ao invés de "bifurcação", tenho meus motivos. Não me vejo obrigada a optar por um de dois caminhos, mas sim a ter que decidir entre voltar atrás, seguir em frente, virar à esquerda ou à direita. 

Claro que toda decisão implica em perder algo, acreditando que se vai ganhar por outro lado. Provavelmente, é aí que está o cerne da questão: escolher e deixar para trás, esperar o lado bom da escolha. 

Julgo importante frisar que não estou me referindo à vida afetiva, ao relacionamento, quando escrevo este post... essa talvez seja a única seara em que não há dúvidas, só espera e muitas doses de paciência, em razão dos dados lançados.

Retomando a ideia... tenho ponderado o que muitos chamariam de retrocesso, e que eu classifico como pausa para uma busca. O fato é que me perguntaram ontem se eu sou feliz com o que faço, e senti a alma se contorcer aqui dentro... são tantas dúvidas, tantas. Afinal, eu escolhi essa profissão, fiz pós-graduação, é ela que me sustenta. 

Pode ser - e eu não tenho como confirmar, ao menos nesse momento - que a bacia esteja com a água demasiado mexida, impedindo que eu enxergue o fundo. Ou, como no remake de Karatê Kid: 

Sr. Han: - Olhe na água parada...O que você vê? 
Dre: - Meu próprio reflexo. 
Sr. Han, distorcendo sua imagem na água diz: - O que vê agora? 
Ele responde: - Vejo meu reflexo distorcido.

Não é só a água que está em movimento, eu também estou, daí porque não consigo enxergar, ou decidir. Não sei se a minha visão romântica do que eu penso ser o "projeto de vida" tem açúcar demais... não sei. Queria poder parar um tempo, respirar um tempo, dedicar-me a coisas simples, sem prazos, sem cobranças [externas], sem medos. 

Preciso de férias de quem eu sou, ou pelo menos, de quem estou sendo nessa fase da vida [leia-se, desde os 24 anos = 8 anos, quase 9]. Acalmar, inspirar, refletir, ressignificar. Quem sabe, cozinhar, passear com a Charlotte, preparar um café da manhã bacana, assistir Sessão da Tarde... quem sabe?