quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Escrever, para não acontecer

Preciso escrever, reservando-me ao direito de resguardar algumas informações, rs. Mas o fato é que a "escritoterapia" funciona muito bem comigo, desde sei-lá-quando. Sim, eu fui uma típica adolescente, com agenda abarrotada de tickets de cinema, papéis de bala e coraçõezinhos nos cantos das páginas.

Por sinal, todas essas relíquias estão guardadas... mas, quando eu estiver arrumando tudo para me mudar, vou revisitar o passado que se esconde logo ali, na parte superior do guarda-roupas. São agendas, capas de cadernos com declarações de colegas de classe, desenhos, recortes, uma infinidade de caquinhos que formam o mosaico da minha vida.

Bom, essa semana eu ouvi uma afirmativa que me deixou apavorada, porque vai de encontro às crenças mais sólidas que tenho. Ouvi também que não devo me preocupar com isso, que o medo aprisiona, e que surpresas virão. 

Para-tudo-e-chama-a-Nasa!

Sério, não é firula. Posso comparar o que sinto àquilo que as pessoas sentem quando vêem baratas voadoras, um ataque de tubarão na praia de Boa Viagem, ou ainda, quando têm de passar por um local conhecidamente perigoso. É pavor mesmo.

Não sei, ou melhor, sei que não deveria alimentar esse medo, sob pena de atrai-lo para ainda mais perto; só que é difícil, hercúleo, o esforço necessário para relaxar com relação a esse assunto. Rezo, e muito, para não ser vítima disso, porque não faço ideia de como reagiria. E faço, rs. Talvez eu me jogasse do oitavo andar...

Comentários mórbidos à parte, só me resta seguir rezando... porque, apesar de ouvir comentários no sentido oposto, eu estou convencida de que não nasci para tal missão. Prefiro crer que a vida vai seguir seu curso conforme o [meu] plano: João e eu teremos, muito em breve, o mesmo endereço de domicílio, boníssimas condições financeiras, e seremos felizes para sempre...