quinta-feira, 25 de abril de 2013

Um cálculo matemático e uma dor que dilacera

Trezentos... um número, que poderia significar qualquer coisa... mas é a quantidade de dias que se passaram desde que alguém nos deixou de braços vazios, coração apertado e lágrimas que teimam em brotar dos olhos.

Segue impossível escrever sobre essa ausência, sem precisar de esforço hercúleo para não irromper em lágrimas. Provavelmente, nunca vai deixar de ser assim.

Temos pela frente outros tantos dias para um marco, o aniversário de um ano de morte. Coisa horrível de escrever, "um ano de morte". Especialmente porque falamos de uma vida em estágio inicial, que tão precocemente enfrentou batalhas que muitos de nós jamais imaginou ser capaz de suportar. E de forma tão sofrida, e igualmente resignada, partiu...

...partiu para uma existência plena, ao passo que nos deixou partidos, sangrando, eternamente. Até que, um dia, seja possível esse reencontro e, quem sabe, algum esclarecimento sobre essa "missão" meteórica.

Até lá, seguiremos ora lamentando - em lágrimas - ora agradecendo pela oportunidade de termos convivido com um ser tão iluminado, que foi capaz de ensinar muito, através de gestos e do próprio martírio, sem nunca haver proferido palavras completas.

Ainda chorando, ainda pedindo desculpas, ainda...