terça-feira, 6 de julho de 2010

Resistência mansa e pacífica

"A vida, essa sim é uma caixinha de surpresas, e numa bela manhã de sol..." 
(trecho do espetáculo "Joseph Klimber", da companhia de comédia Os Melhores do Mundo).

Os primeiros meses do ano de 2010 foram atordoantes, profissionalmente falando. Em fevereiro, o quadro psico-emocional era absurdamente desastroso, estava em frangalhos. Cada vez que ouvia o telefone tocar, tremia dos pés à cabeça, tamanha pressão sofrida nos últimos tempos.

Pressão em ambiente laboral sempre há, obviamente. Mas há pressão e assédio moral. Meu caso era (e ainda é) o segundo. Se eu fosse contar o que já passei, seria necessário me dedicar em tempo integral a este blog por uns três meses, com direito a dois posts diários.

Whatever...

Existem pessoas que resolvem por abandonar o barco, e a essas pessoas os meus sentimentos... Outras, transformam o que sofrem em transtornos como depressão e afins, outras desembocam em vícios. Há ainda aquelas que, infelizmente, "descontam" na família ou no círculo de amigos. Uma pequena, porém significativa parcela, opta pelo suicídio.

No meu caso, a opção foi enfrentar. Muita gente faz isso, por uma série de motivos. Dentre outros, os meus foram "medo do desconhecido" (leia-se: não saber o que fazer da vida, a não ser trabalhar) e "pagar para ver". Fazendo um paralelo com uma piada: o povo bate, mas a gente não devolve o dinheiro.

Segunda-feira aconteceu o que a gente sinceramente sabia que aconteceria, mais dia ou menos dia: voltamos à sede, após um período de 3 meses na mais absoluta falta de condições dignas de trabalho, período carinhosamente batizado como "especialização". Ironia, claro.

O que nos espera? Não sei. A única certeza que tenho, hoje, é de que pretendo resistir. Avançar sempre, parar nunca, recuar jamais!