segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Deus, enigmas e questões práticas da vida adulta

"É preciso estar preparado para tumultuosas e intermináveis ondas de transformação."

"Para chegar ao castelo, você precisa nadar pelo fosso."

"Deus pode querer que eu enfrente esse desafio específico por algum motivo. Em vez disso, sinto-me mais confortável rezando para ter coragem para enfrentar tudo o que acontecer na minha vida com equanimidade, seja o que for."

As frases acima guardam muitas coincidências... a primeira: foram extraídas do livro de Liz Gilbert, "Comer, Rezar, Amar"; a segunda, é que reunem em sua(s) essência(s) algo muito parecido com o que vai aqui dentro. Melhor, são [ou devem ser] o que se passa comigo. O que sinto.

Não, não estou reclamando da vida. Mas o fato é que os momentos de calmaria têm se tornado mais curtos e escassos, ao passo em que as tormentas parecem não ter fim, ou pelo menos, têm durado mais que a média dos últimos anos. Ou será que fui eu que esqueci a duração de cada uma, no passado?

Ok. Eu não tenho as respostas; só perguntas e preces. Creio que, de tanto orar e questionar, consegui - como diria Olavo Bilac - "ter ouvido capaz de ouvir e entender estrelas"... porque, de alguma forma, hoje consigo "ouvir" o que Deus quer me dizer. Obviamente, não é visível, tocável, tampouco audível; ressoa no campo das ideias, e isso pode ser um complicador, na maioria das vezes.

Enquanto divago entre palavras, minha mente fervilha em ideias, pensamentos, nada concreto, nada palpável. Estou - admito - perdida nessa trilha. Achei que fosse capaz de lidar com isso, noutro momento. Deixei passar e acabei sendo atropelada. Não sei o que fazer, já cogitei mil possibilidades, mas parece que não tenho obtido êxito em decifrar as mensagens codificadas do Altíssimo! 

Bom, como não há meio de retroceder, seguirei... rezando, tentando compreender sinais ocultos, rumo ao desconhecido lugar onde eu consiga [e espero que muito em breve] solucionar esse entrave. Eu hei de adentrar esse castelo, sobrevivendo aos jacarés que habitam o fosso!

Ah, um esclarecimento final: nada disso guarda relação com meu lado afetivo, tampouco com meu relacionamento. Nessa seara, aprendi a estratégia enxadrista e aos vistos tem funcionado...