segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Vamos celebrar a estupidez humana

Conversava com uma amiga acerca da repercussão do post Novos cenários, e o quinto pecado capital, quando fui gratamente surpreendida com um comentário/pedido: - posso lhe dar um conselho? continue com suas publicações.

Isso reforça a ideia que tenho, acerca das benesses de uma rede de informações compartilhadas, com vistas à melhoria das relações interpessoais, especialmente quando diz respeito a crianças. Aqui cabe, ainda, uma ressalva: não é preciso ser mãe para compreender que educação vai muito além de ensinar a agradecer e pedir licença. 

Imagem daqui
Todos convivemos com crianças. Basta ir ao shopping, ao restaurante, às celebrações, e lá estão elas. E pouca coisa é mais irritante do que presenciar um(a) mini-tirano(a) aos berros por ter sido contrariado(a). Daí porque a observação faz toda a diferença... é vendo como pais se viram para impor limites que a gente pode aprender e replicar o método. Troca de experiências.

A jornalista Pamela Druckerman usou da observação, dos questionários, e dos conhecimentos que a profissão lhe deu para escrever "Crianças francesas não fazem manha" (aqui há um "resumo" do livro). Nas palavras da própria:

"Estou convencida de que os segredos da criação francesa estão escondidos ao alcance dos olhos. Só que ninguém os procurou antes. Começo a levar um caderno na bolsa de fraldas da minha filha. Cada ida ao médico, jantar, encontro para as crianças brincarem e teatro de marionetes se torna uma chance para eu observar os pais franceses em ação e descobrir as regras tácitas que eles seguem."

O fato de não ter filhos não significa que não posso  ter uma opinião e escrever sobre ela. Ora, raios, a Constituição Federal me protege nesse sentido! Além do mais, quem não se importa com aquilo que vê de errado, erra junto É a famosa omissão, talvez a forma mais antiga e vil de compactuar, numa demonstração clara de isenção e falta de carinho. Quem nunca ouviu dizer que "quem ama, educa"?

Sou partidária da ideia de que os absurdos que vemos nos noticiários são, em parte, consequência do abandono afetivo, moral e ético; e aí eu me pergunto: em vinte anos, que tipo de sociedade teremos? O mundo não ensina com amor, apenas pune, e com rigores excessivos; e vai adiantar chorar o leite derramado?

Em suma: não seria mais inteligente se, ao invés de combater o que se lê, o que se ouve, simplesmente parasse para fazer uma análise pessoal? Por que se recusar a observar as boas práticas, mundo afora? [Mesmo não querendo ter filhos] Sou tão grata por conviver com mães como a Socorro, a Flávia, a Vanessa, a Juliana... mulheres atarefadas, inteligentes, abertas às novidades e ponderações, visando o bem-estar de suas proles e, consequentemente, o da sociedade na qual estão inseridas. 

Por um mundo com menos birras, especialmente as advindas dos adultos de hoje (crianças de ontem).