sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Opinião, inteligência e sabedoria

"Mudar de opinião e seguir quem te corrige é também o comportamento do homem livre." (Marco Aurélio)

"O universo é a mudança, a vida é o que o pensamento faz desta mudança." (Marco Aurélio)

"O dever nasce da exata compreensão da responsabilidade que nos cabe em relação às luzes que de Deus recebemos." (Adélia Macedo Soares)

Durante muito, muito tempo nessa atual existência, desperdicei importantes e valorosas lições de vida, em razão da cegueira fomentada pela vaidade e pelo orgulho. Se eu dissesse aqui que em 100% das vezes, atualmente, apreendo a totalidade das vivências, estaria mentindo; ainda me flagro guerreando, internamente.

Uma coisa a terapia deixou cristalina: a sabedoria reside em aprender, e jamais desistir de melhorar. Uma frase - atribuída a Augusto Cury - diz: "uma pessoa inteligente aprende com os seus erros, uma pessoa sábia aprende com os erros dos outros." De fato, grande parte dos erros que cometi foram mestres inigualáveis; ao passo que a observação cotidiana tem me preservado de outros tantos, desnecessários. O equilíbrio entre ambos permite algum progresso, rsrs.

Desde pequena, fui me treinando - ou sendo treinada pela vida - a saber o que queria e não queria ser, ter, fazer e afins. Possivelmente, o fato de não me relacionar com beberrões, não ser uma, entre outras coisas, foi decorrência daquilo que vi e vivi, e a sabedoria reside no fato de ter presenciado cenas lastimáveis, e compreender a a desnecessidade de tomar porres para experimentar o caráter didático.

Então, ao invés de me limitar a reclamar ou enfurecer, observo e aprendo; claro, compartilho aqui no blog as experiências, as vivências, as opiniões... fica a critério do leitor sair por aí falando mal de mim, por divergir do que escrevo, ou usar a experiência para evitar erros. Se Voltaire já defendia o direito de [manifestar] opinião, quem sou para discordar?

Em suma: a real sabedoria reside no ato de enxergar o propósito da observação, refletir e aplicar, ao invés de rejeitar preliminarmente, pelo simples fato de advir de alguém que pensa diferente.