quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Tirem as crianças da sala... ou sintonizem outra rádio

E eis que, para minha surpresa, ouvi que não há nada demais em permitir que crianças sejam expostas às letras das "músicas" atuais... aí inclusas as de funk e forró, sertanejo e axé. O argumento utilizado é que não seria possível evitar o contato na escola, através de babás e afins.

[Pausa para uma lágrima solitária e sofrida, que brota do fundo da minha pobre alma.]

Vamos lá, eu adoro criar hipóteses que permitem uma comparação e forçam um raciocínio que parecia prejudicado. Pois bem, digamos que os pais não sejam fumantes, mas que a criança frequente locais compartilhados com fumantes. Qual o padrão doméstico? O não-fumo, correto? Alguém aqui discorda que a criança vai usar como base o fato de ter pais não fumantes? E se for do naipe da minha sobrinha, ainda é capaz de repreender a(s) chaminé(s)

Outro detalhe que refuta o argumento: se os pais não fumam, por acaso haveriam de permitir que a babá, ou qualquer pessoa que eventualmente cuide ou participe dos cuidados da criança, fume perto dela? Não. 

Curioso porque, para a desculpa de que não se pode determinar o que se passa na escola, tenho o exemplo da Flávia, minha amiga. A Isabella - já bem famosa aqui no blog, kkk - adquiriu comportamentos reprovados pelos pais, após ingressar na escola; o que foi feito? Simples: a Flávia foi ter com a coordenação e as professoras. Como ela acompanha de perto tudo o que acontece com a Isa, não foi difícil notar as mudanças, e exigir providências. 

Uma delas, inclusive, merece meus aplausos e admiração profunda: a chupeta deixou de fazer parte do kit escolar da Isa. Isso porque ela só usava ao dormir, e após a escola, não queria largar de jeito nenhum. 

Bom, retomando o assunto do post, quem disse que é correto que as escolas incentivem o gosto por letras, digamos, de cunho apelativo? Não, pelo amor de Deus, reclamem dos lek-leks, das poderosas, dos forrós e sertanejos que em nada auxiliam no desenvolvimento infantil! 

Cá estou, mais uma vez, carregando a bandeira de que "criança precisa ser somente criança".