quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Pés de milho, preto-no-branco, e bom senso

Novamente, eis-me aqui para compartilhar algo que li [os créditos estão nos hiperlinks, ok?], e despertou em mim algumas considerações...

Do treinamentoter, 15/10/13
por Paulo Coelho |
categoria Todas
Os guerreiros ninjas vão para o campo; o milho acabou de ser plantado. Obedecendo ao comando do treinador, pulam por cima dos locais onde as sementes foram colocadas.
Todos os dias os guerreiros ninjas voltam para o campo. A semente se transforma em broto, e eles saltam por cima. O broto se transforma em uma pequena planta, e eles saltam por cima.
Não se aborrecem. Não acham que é perda de tempo.
O milho cresce, e os saltos se tornam cada vez mais altos. Assim – quando a planta está madura – os guerreiros ninjas ainda conseguem saltar sobre ela. Por quê? Porque conhecem bem seu obstáculo.
Mas existe gente que não age assim: quando o problema é pequeno, não dão importância; e quando o problema cresce, sentem-se incapazes de superá-lo.

Pois bem, eu posso ser taxada de várias coisas nessa vida, mas uma das quais eu inadmito é ouvir que fui/sou omissa; até porque eu faaaaaaaaalo pelos cotovelos, antebraços, dedos e unhas, kkkkk. Eu aponto o que precisa mudar, melhorar, enfim. Se por um lado, costumo ouvir que esse tipo de atitude pode afastar as pessoas do meu convívio, ou aborrecê-las, por outro sou franca comigo, com o que sinto, e isso pode ainda ser traduzido como zelo.

Sim, zelo; porque quem se omite, optou por ligar o botãozinho do f***-se. Eu bem que deveria tentar ligar, mas não consigo, nem com toda terapia do mundo, rsrsrs. Claro que isso me causa dissabores, mas ok, eu posso lidar, eu consigo lidar.

Retomando o raciocínio: ao ler o post do Paulo Coelho no site do G1, imediatamente me veio à mente uma situação bem específica, que de fato tem sido negligenciada, porque aparentemente pequena. A meu ver, o que julgam "pequeno" é, em verdade, a ponta visível do iceberg. Não tarda descobrirmos o tamanho, estou certa disso. Só que, infelizmente, pouco posso fazer além de falar, e falar, e falar e falar.

Por mim eu já teria resolvido tudo numa lavagem de roupa-suja heavy metal as coisas estariam em pratos limpos, preto-no-branco, nada de tons de cinza. Já diria Spencer: "A liberdade de cada um termina onde começa a liberdade do outro". Então por que raios invadir o cenário alheio??? É tão impossível cumprir cronogramas, acordos [ainda que verbais]? 

E é assim que, aquilo tomado por "pequeno" na atualidade, vai agregando imensas proporções... um dia vai estourar. E aí, como é que fica? Quem vai sair ganhando? Bom, na minha opinião, ninguém; e quem mais tem a perder, sequer pode opinar. 

Por isso, antes que chegue o dia de lamentar a incapacidade de saltar por sobre os pés de milho, urge estabelecer regras claras para que haja respeito, essa linda via de mão-dupla separada por uma faixa dupla e contínua. Mas bom senso não é diluído na água que se bebe, tampouco é comercializado em comprimidos, exige uma capacidade que grande parte da população não possui; pelo contrário: provavelmente pensa se tratar de um bicho, que não "cria" porque não sabe o que [o "bicho"]come.

Só digo duas coisas: ê, ê, rsrsrs. (plagiando Cine Holliúdy).