sexta-feira, 19 de julho de 2013

O primeiro ano das nossas vidas

Eis que hoje, outro ciclo se fecha; mas para o bem, e rumo ao futuro. Sim, há 365 dias, ouvi um sonoro "eu preciso dizer uma coisa", e tremi por dentro, por sinal, todos os meus medos, todas as experiências mal sucedidas, tudo chacoalhou em segundos... até que saí do inferno para o céu, com duas ou três frases e uma pergunta: "quer namorar?"

Na comédia da minha vida, claro, antes do "sim", houve uma baita chamada de atenção sobre a forma como ele havia introduzido a situação. Passado o susto, eu decidi ser feliz.

E quem acompanha o blog, o Facebook, e mais recentemente, o Instagram, sabe que a vida pode ser dividida em "experiências anteriores" e "nós". Pode parecer piegas, batido, mas o fato é que eu realmente estou convicta de que atravessei desertos, enfrentei tormentas, e justamente por isso fui recompensada. 

Sinto muito frustrar o leitor com a notícia de que não, não é um conto de fadas... passa ao largo, por sinal. As princesas da Disney não tinham que lidar com 1/3 dos problemas que as mulheres de carne e osso enfrentam; e eu não sou diferente. Aliás, o relacionamento sem máscaras, franco, tem dissabores... não são apenas dois: são as famílias, o passado de cada um, e dois baús de traumas, medos, valores, manias. O diferencial é justamente como a gente escolheu lidar com tudo!

E, vamos combinar, não temos reinos que sustentem nosso modo de vida... então a gente rala e corre atrás, incansavelmente. Tudo em prol dos planos e da decisão, consciente, que tomamos desde o começo do relacionamento. Ninguém está aqui para brincadeiras, sinto muito informar. 

O top-top da coisa é a parceria, não importa o que seja, de trabalho a decisões bobas... a opinião é levada em conta. Estar lá é outro diferencial... de diligências em delegacias, a aniversário-do-cachorro-da-cunhada-do-primo... afinal, estar num relacionamento pressupõe presença, e não lembrança. 

Enfim, hoje começa um prazo invertido... ao invés de contar os meses para o primeiro anos, a contagem passa a ser regressiva. 

João, obrigada por estar aqui, por ser quem é, por trazer amor, carinho, cumplicidade... e um punhadinho de caos, para animar os dias, rsrs. E me aceitar como sou...