terça-feira, 30 de julho de 2013

Com licença, posso ser eu mesma?

Caramba! Sabe quando alguém vai lá e escreve sobre aquilo que você pensa, mas ou não desceu aos detalhes da coisa, ou simplesmente nunca externou. Pois é, a Lia Camargo fez isso num post... acabo de me sentir como na música do Milton Nascimento: "certas canções que ouço cabem tão dentro de mim que perguntar carece: como não fui eu que fiz?".

Em suma, o texto fala sobre as neuras relacionadas aos tais #projetos no Instagram... bom, quem não sabe muito bem do que estou falando, explico: há um sem-número de blogueiras (e agora, de anônimas também), arrebatando legiões de criaturas [provavelmente] de baixíssima estima, criando verdadeiros exércitos de fiscais de alimentação e peso alheios. A Lia Camargo é conhecidíssima pelo seu humor em hashtags do tipo #fiquecalmalia, ou #fiquemagralia, este especificamente quando posta delícias do tipo chocolate-quente com conhaque, ou o amado Kit-Kat. Tudo com ironia divina, adorável, leve, sabem?

Mas a internet - melhor dizendo, uma parcela de usuários - alterna comportamentos de cobrança, com carência em níveis patológicos. Daí que ela disse uma coisa certa: do meu peso, do meu corpo, cuido eu. Quem me conhece, sabe: eu não gosto do meu peso; mas sabe também que eu faço muito pouco para mudar essa realidade. Preciso ser honesta!

Só uma observação aqui, antes de prosseguir no raciocínio: eu cuido da alimentação, e deveria me preocupar mais com a saúde, no que tange aos exercícios... isso porque o tempo vai me cobrar a fatura dessa preguiça toda. Mas, confesso, quando chegar a hora, eu pago. Até o momento, não incomodou a ponto de me fazer mudar.

Eu acordo de segunda a sexta às 6h20, e durmo por volta das 23h, às vezes até mais. Saio de casa às 7h10, e só retorno às 19h. Quando estaciono o carro, entro em casa e chego ao quarto, todas as forças já se deram por esgotadas. Se ainda não tenho síndrome de burnout, devo estar bem próximo. Você acha, realmente, que eu tenho condições de me violentar, a ponto de sacrificar momentos de descanso, muitas vezes em companhia do amado, só para postar no Facebook, no Instagram?

Não, não mesmo! Eu prefiro ficar recolhida, desfrutar dos dotes culinários do meu namorado, a sair por aí postando no pain, no gain. Eu ganho mais sendo feliz como eu sou. Se quem se mata na academia é feliz assim, parabéns. Mas essa vida não é para mim. 

Já perdi muito tempo, muitas lágrimas, dando bola a quem estava mais preocupado com a bunda empinada, do que com o cérebro por trás da história. Prefiro ser feliz comendo brigadeiro de colher, deitada na cama, com a perna enroscada no meu culinarista preferido!

PS.: O link do post que mencionei é esse: http://www.justlia.com.br/2013/07/do-meu-corpo-cuido-eu/