terça-feira, 23 de julho de 2013

Eu não sei

Quem nessa vida nunca teve de resistir aos impulsos de atirar a toalha, chutar tudo para o alto, virar as costas e sair? Pois bem, não é para quem quer, é para quem pode. 

Eu não posso, nunca pude, na verdade.

Alguns dirão que eu não sou árvore, não estou plantada, e que basta querer; em resposta, tenho a dizer que as contas a pagar, os compromissos, são raízes bem profundas... coisas da fase adulta.

Quando a situação está bem adversa - para não dizer caótica mesmo - confesso que gostaria de saber por que raios resolveram queimar sutiãs e exigir direitos iguais... por acaso são iguais? Ou será que essa estupidez só nos causou ainda mais transtornos? 

Pondero que a mulher saiu de casa para  trabalhar feito homem, ganhar menos, e ainda ter de dar conta, em poucas horas, de tudo aquilo que ela faria ao longo de um dia inteiro... subtraindo horas de sono, somando preocupações, muitas vezes sem ter com quem dividir. Sim, porque as mesmas mulheres que reclamam, criam seus rebentos-machos para perpetuar a ideia de que há tarefas masculinas e tarefas femininas...

Não me entendam mal quando digo essas coisas... claro que há exceções, em relação a tudo o que mencionei aqui... há mulheres que não nasceram para as tarefas domésticas, assim como há homens que são um primor no trato com a casa, os filhos e afins. 

O post é um desabafo, de uma mulher cansada (ou melhor, exaurida) de tentar competir no mundo corporativo, de igual para igual; de alguém que se flagra pensando se não seria mais produtiva acaso trabalhasse por hobby, não por obrigação ou necessidade. De um ser humano que, definitivamente, não sabe mais o que fazer para ser feliz.

Nem sabe o que fez para não conseguir o que tanto almeja...