terça-feira, 5 de junho de 2012

Décadas pós Colégio Irmã Maria Montenegro

É claro que temos consciência de que o tempo passa. O espelho está aí para mostrar sinais que tentamos, a duras penas, combater... mas as contas, as responsabilidades, a vida em si reafirma que crescemos...

Mas acordar um dia e perceber que o pessoal dos tempos de escola (Colégio Irmã Maria Montenegro) criou um grupo no Facebook, rever cada figura, relembrar histórias memoráveis (como a do assalto ao banco central, digo, roubo das provas de recuperação no 2º ano), caramba, não tem preço. O mais extraordinário é verificar, pelas fotos, que aquele povo desengonçado, de aparelho ortodôntico, magricelo ou gordinho, hoje está com outra aparência... muitos dos membros do grupo já são pais ou mães, têm profissão, rotina...

O que todos temos em comum são as lembranças daquele tempo em que os refrigerantes (o que chamamos hoje de "ks") entravam na mira de todos, já que devolvê-los era conseguir de brinde um pão na chapa, ou um picolé daqueles de procedência duvidosa, cheio de corantes cor-de-rosa... As crianças de hoje, em sua maioria, são cheias de alergias, de frescuras que nós não tomamos conhecimento quando tínhamos a mesma idade.

E há os professores memoráveis, aqueles que, para nós, eram inatingíveis... muitos deles continuam seu mister, e creio eu, devam ter orgulho de cada criatura que vêem hoje formada, trabalhando, entregando seus filhos à sabedoria deles, reiniciando um ciclo.

Ahhhhh, será que a proximidade do natalício me trouxe essa bruma saudosista??? Ou será que isso se chama maturidade, experiência, sabedoria? Sim, porque só quem de fato valoriza o que teve o privilégio de viver, é quem amadureceu... quando se é criança, adolescente, é como se houvesse a eternidade pela frente, dá-se pouco ou nenhum valor às experiências... só lá na frente, quando ao invés de ser levado, estiver levando um filho à escola, é que tudo vai dar saudade e fazer todo sentido.

Ops, será que estou ficando velha??? (porque hoje o hino da escola está ecoando aqui na memória, e ao invés do abuso que sentia na época, meus olhos encheram d'agua e me veio um nó na garganta)