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quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Não existem coincidências

Algumas coisas curiosam acontecem de vez em quando... bom, não existem coincidências, portanto, creio que sejam umas espécies de "avisos do Universo", rs. 

Acordei com a música "2345678", do Gabriel O Pensador, na cabeça; deve ser porque, há dias, recebi um e-mail falando da sutileza dessa letra, em comparação aos funks, músicas baianas e de forró atuais. [pausa para uma ida ao toilette, para vomitar - odeio os três "gêneros", i'm sorry]. 

Quando quase terminei de tomar café, [sim, porque eu dou uma pausa entre os últimos goles da xícara (acompanhados de cápsulas de ômega 3 e LipoSolution)], a genitora-tagarela-matinal (Deus abençoe tanta energia e capacidade de raciocínio às 6h40 todo dia), enquanto eu preparava os lanchinhos do dia, perguntou se eu havia comprado os potinhos de temperos (todos preto-e-branco) que ela viu na revista da Tupperware. As conexões cerebrais limitaram-se a formular um simples "não", em resposta.

Bom, só para você, leitor, não ter certeza de que sou maluca pensar que não escrevo coisas conexas, a música que mencionei no início do post tocou no rádio às 7h55. 

Continuando... Verificando e-mail, todos os sites de compras (Submarino & afins) parecem conspirar para que eu substitua (?) os jogos de cama, mesa e banho. Já os de compra coletiva jogam iscas de aparelhos com sistema Android, e uma geladeirinha so cute, que eu namoro há tempos, mas não tive coragem de comprar.

É... parece que a conspiração tem o propósito de, ou me quebrar, ou me enlouquecer. Nem sei se quero, efetivamente, descobrir a opção correta.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Ecologicamente correto, mas aplicável?

Essa onda de "ecologicamente correto" tem coisas esquisitas, e outras, bem pouco práticas. Por esses dias, li duas matérias que me fizeram repensar até que ponto as tais "novas/antigas" práticas são, de fato, aplicáveis.

A primeira foi a "liquefação de cadáveres". Abstraindo-se de questões religiosas, os criadores defendem que o procedimento produz menos gases tóxicos que a cremação (cerca de 1/3), e evitaria a contaminação dos solos com o fluido cadavérico. Funciona assim: o corpo é colocado numa câmara (quase um aquário, fechado), e o interior do recipiente é preenchido com uma substância que dissolve tecidos. Após 3h, resta somente o esqueleto. Drena-se o líquido, e os ossos podem ser reduzidos a pó, e entregues à família.

A segunda, recebi via e-mail, e trata dos bioabsorventes. O produto é confeccionado em algodão anti-alérgico, e livre de substâncias tidas por nocivas, utilizadas nos tradicionais absorventes disponíveis no mercado. Não vou adentrar o mérito sobre os componentes químicos, tóxicos, e suas consequências para o organismo. Falam em variações, que vão "da TPM a alergias de contato, assaduras, fissuras e vários tipos de câncer".

A visão do artigo trata da questão energética dos fluidos femininos, em especial o sangue. Segundo o autor, o sangue é fonte de vida, e que as índias sangram sobre a terra. Continuando: o plástico dos absorventes industrializados bloquearia o curso natural do fluxo, que seria seguir direto ao centro da terra. 

O autor conclui: "Desarmonias como ovários policísticos, endometriose, vaginite, entre outras, são causadas pelo uso dessas barreiras plásticas que restringem o livre fluxo do prana. As células não eliminadas migram e se alojam em lugares indevidos propiciando as mais diversas patologias."

Bom, quanto à liquefação, honestamente não sei o que pensar. Do ponto de vista ecológico, a prática é positiva; quanto aos laços afetivos que nos unem aos nossos mortos, é horrível imaginar a degradação cadavérica, qualquer que seja o método escolhido: enterro, cremação ou liquefação. Pode ser que possamos nos acostumar com o novo método, mas a morte vai continuar envolta por mistérios e sentimentos.

Já os bioabsorventes, com sinceridade, pouco ou nada práticos para uma realidade social como a nossa, na qual a mulher trabalha fora. Se a "segurança" dos tradicionais gera, com frequência, "acidentes de percurso", tais como vazamentos, manchas indiscretas, imagine adotar as "toalhinhas". Ah não! Certamente, a prática funcionava para as mulheres que trabalhavam em casa, e podiam "acondicionar" as tais até poder lavá-las e reutilizar. 

Pessoalmente, nunca vi os bioabsorventes; vou, inclusive, procurar, para poder atestar a utilidade pragmática. Agora, uma reflexão: se as colas são abominadas na produção do eco-friendly, como vamos afixá-lo às vestes? Com alfinetes???