quarta-feira, 9 de abril de 2014

Deveria ser humano

Eu vivo perdendo e recobrando a fé no ser humano, mas devo confessar que, há muito, a balança tem pendido para as perdas, muito mais que para os ganhos. Pois bem, minha mãe e minha tia contam coisas sobre meu avô materno, cuja principal característica era a avareza.

Provavelmente, a origem humilde, as situações vivenciadas na infância com relação a fome e outras situações, fomentaram a garra e a ânsia de mudanças, de modo que vovô reuniu um considerável patrimônio que permitiu a ele muitas regalias. Mas isso não facultou boa vida às filhas, que fique claro. Não que tenham amargado fome ou falta de teto, mas estudaram em escolas públicas, pagaram a própria faculdade, enfim.

A verdade é que a gente morre, e os bens materiais ficam... os caixões não possuem gavetas, até onde eu saiba. Então por que, em tendo posses, sendo empresários, detendo qualquer posição de comando sobre outras pessoas, as criaturas insistem em usar chicotes, pau-de-arara, pelourinho, entregar a contragosto os restos que lhes caem das bocas fartas?

Por um mundo em que o bom senso seja algo natural, oremos...