sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Somos dois mais um

Imagem daqui
Hoje mais cedo, o colega advogado e eu tratávamos de questões relativas a uma reclamação trabalhista... como é ele o responsável pela área, no escritório, repassei as informações que possuía, relatei as solicitações que fiz aos demais setores envolvidos... enfim, rotinas.

Não foi surpresa para mim quando ele, lendo um livro de Direito do Trabalho, relatou que na época da faculdade, pelos idos do sexto ou sétimo semestre, cursou a disciplina e, ao final, torceu para jamais ter que trabalhar na área, pois não se afinava com o tema. Sim, podem rir, eis que, justamente aquilo que ele menos queria na vida, é talvez uma de suas principais atribuições no escritório. 

Pois bem, dito isto, chego ao assunto do post: a gente nem sempre escolhe aquilo pelo que deseja passar, e mesmo se esquivando, a vida trata de forçar uma barra. No meu caso, projetei uma vida a dois, numa vibe "Carrie e Mr. Big": "me and you, just us two". 

Ao invés disso, os planos são 2+1; e não tenho do que reclamar, pelo contrário. É incrível como a gente passa a pautar a vida em prol de necessidades que perpassam as nossas, individualmente falando, uma verdadeira dança das cadeiras em se tratando de prioridades; ou policiar os próprios comportamentos, vez que os exemplos falam mais que todo e qualquer discurso; até o que se costumava ouvir, em termos de música, muda. 

Como disse a minha mãe, a vida driblou o meu intento, mostrando que, de alguma forma, eu preciso desempenhar esse papel na atual existência... ainda que de outra maneira, com reservas, muitos desafios e uma carga generosa de aborrecimentos. Estou convencida de que, dentro da minha realidade, apesar das minhas limitações pessoais, estou progredindo em prol do bem estar de nós todos, evoluindo, errando, acertando, mas principalmente, aprendendo.

O que há de admirável no amor é que quando um se dedica ao outro, esquecem-se de si mesmos.
(M Corday)